Estamos de fato combatendo a vaidade?

O recorte de hoje é breve. Uma reflexão geral sobre um dos males que tanto buscamos combater, mas, ao mesmo tempo, parece uma assombração perceptível em todos os graus, independentemente do Rito Maçônico praticado.

Começo com uma pergunta simples: se não houvesse paramentos diferenciados para Grandes Secretários, Deputados, Oficiais e outras autoridades, será que a quantidade de voluntários seria a mesma para exercer o ofício?

Paramentos, Aventais e Comendas Maçônicas
Aventais, fita e joias: símbolos de serviço e responsabilidade, nunca de vaidade.

Ora, não apenas acerca de paramentos, não é difícil encontrarmos irmãos praticamente vestidos dos pés à cabeça com comendas. Seria necessário?

É inegável que existe, sim, uma hierarquia dentro da Maçonaria, mas a questão é muito mais densa. É estritamente sobre vaidade. O Oriente aparenta ser algo desejável por muitos, a figura dos "donos de cargo" é algo recorrente na Maçonaria Brasileira e as disputas pela venerança são agressivas a ponto de dividir as lojas. Mais uma vez, indago: qual seria o motivo? De fato, seria pelo trabalho? Me permitam crer que não é.

Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, trouxe a ideia contrária à vaidade, qual seja: “Entretanto, quando você cuidar dos necessitados, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a mão direita, de forma que você preste ajuda em secreto. E o seu Pai, que vê o que é feito em secreto, o recompensará”.

Quem já teve a infeliz oportunidade de presenciar alguém informando que doou quantia X ou Y para determinada caridade? Eu já. Para profanos, algo não espantoso. Para um maçom, uma traição à sua própria filosofia.

Foi um recorte rápido, apenas para a reflexão. Que possamos nos despir das joias e lapidar a nossa pedra bruta diariamente, para que assim possamos transformar o mundo exterior.


T∴F∴A∴

Saulo Pinheiro

M∴M∴

G∴B∴L∴S∴ Amazonas nº 02

Comentários