Entre a Razão e Ignorância: O Que a Sociedade se Recusa a Entender Sobre a Maçonaria

A primeira publicação deste espaço de reflexões deve, necessariamente, abordar uma fraternidade que, mesmo em pleno século XXI, ainda é alvo de estereótipos que estão muito aquém da realidade.

A Maçonaria clássica é frequentemente definida como "um sistema peculiar de moralidade, velado por alegorias e ilustrado por símbolos", máxima historicamente atribuída a William Preston. É também compreendida como uma instituição que visa o aprimoramento da humanidade por meio de princípios como o amor fraternal, a tolerância, a igualdade e o respeito à liberdade de crença. Resta questionar, se tais definições são suficientes para esclarecer uma sociedade hiperconectada, mas que, de maneira paradoxal, padece de um evidente declínio intelectual, ou como diria meu querido Ir∴ Langbeck: “Com um conhecimento tão vasto quanto um oceano com a profundidade de um pires”.

A era digital democratizou o acesso à informação, seja ela verídica ou falaciosa. Embora a Ordem tenha buscado se adequar a esse cenário para desmistificar o que antes parecia nebuloso, evidenciado pela presença institucional e por meio de Irmãos que exercem a atividade de Influenciadores Digitais, a desinformação persiste de forma sistemática. Uma das missões basilares da Maçonaria é, rigorosamente, o combate à ignorância.

Diante da frequente associação da Ordem a figuras como Baphomet, a supostas profanações da Cruz de Cristo, a rituais esdrúxulos ou a dogmas decorrentes do folclore popular, constata-se que grande parcela da sociedade ainda carece de instrução básica quanto à realidade da Instituição. Esse vácuo de conhecimento é, lamentavelmente, explorado por indivíduos que buscam notoriedade a qualquer custo, monetizando o imaginário popular em apelos como “Os Segredos Revelados da Maçonaria”, “O Segredo da Prosperidade Maçônica”, “A Maçonaria e o Controle mundial”,“Os Maçons são Illuminati e Dominam o Mundo”, entre outros.

Face a esses ataques infundados, é dever do Maçom, na condição de buscador da Verdade, combater veementemente o fanatismo, seja ele social, moral, político ou religioso. Cabe ao Obreiro proteger a Instituição contra inverdades, evitando, inclusive, comentários que apenas amplificam a desinformação.

Registro aqui um breve recorte de um tema vasto e concluo a reflexão com a esperança de que, pelo estudo e pela retidão, o ser humano seja liberto das amarras da ignorância e dos vícios do erro.

T∴F∴A∴

Saulo Pinheiro

M∴M∴

G∴B∴L∴S∴ Amazonas nº 02

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Comentários

  1. Parabéns pela humildade e generosidade de dedicar seu tempo à criação deste blog, com o propósito de esclarecer temas tão relevantes.

    É natural que surjam rumores, equívocos e especulações quando se trata de uma sociedade reservada, especialmente diante da escassez de fontes amplamente acessíveis e confiáveis. Justamente por isso, considero valiosa a sua iniciativa de abordar esses assuntos com seriedade e disposição para buscar compreensão.

    Acredito que apenas uma mente verdadeiramente humilde é capaz de reconhecer a importância de ouvir diferentes perspectivas, examinar os fatos com cautela e contribuir para um diálogo mais esclarecedor.

    Meus sinceros cumprimentos pelo trabalho realizado, estamos todos juntos nessa Jornada de construção.

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  2. Parabéns meu irmão, pelo texto e pela iniciativa, muito bacana mesmo

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